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16/12/2016 09:24

Agricultores do Norte de MT vivem assustados com a onda de assaltos

Da Redação

Existem coisas que nem as autoridades policiais tomam conhecimento. Isso é certo ou é errado? Diversos produtores de soja, que hoje moram em grandes propriedades em Mato Grosso, dizem que não querem mais arriscar e colocar avida da sua família em risco, residindo em suas propriedades no Norte do Estado. Desde o inicio de 2015, o nosso Departamento de Jornalismo Investigativo vem recendo graves reclamações no tocante a onda de ataques de bandidos integrantes de Quadrilhas Especializadas em assaltar fazendeiros em suas próprias unidades rurais.

 

Contou um empresário que eles chegam às propriedades ora em caminhonetes, outros amontados em cavalos em duplas, após ganhar o recinto usam o telefone e em poucos minutos chega o resto do bando, todos muito bem armados, rendem todos que tiver na fazenda, fazem o fazendeiro entregar dinheiro, armas, tratores, veículos, e vão embora. Antes de deixar a propriedade, ameaçam, dizem que é melhor ficarem calados, não denunciar na Polícia, se não eles retornam e matam todo mundo, denuncia um fazendeiro, dono de uma área de 5.0 mil hectares, que disse ter sido vítima de um ataque aonde viu sua esposa e uma filha durante três horas trancados num quarto, a todo instantes com armas de grosso calibre, alguns fazendo uso até de metralhadora, fuzis. “Achei que desta feita eles iram matar todos nós, eu e minha família”, ainda em lagrimas, narro P. H. H (de 71 anos), que pede para ter a sua identidade resguarda, temendo novos ataques.

 

Denuncia idêntica, voltamos a ouvir no começo deste mês pelo agricultor de soja M. T. W de 67 anos, dono de uma área de terras de 4.350 hectares em Sorriso (MT). “Foi horrível, eu estava logo cedinho fazendo café, meu marido foi buscar o leite no curral, chegou dois homens em um trator, com chapéu, aparentado ter uns 35 anos, olhos azuis, loiros, já perguntando se tínhamos uns 50 litros de diesel para vender a eles, mas já sabiam os nomes do meu marido e do meu filho mais velho, quando eu fui buscar um café para eles, já entraram me seguindo e anunciou que se tratava de um assalto, e que era para eu ficar calada que nada ia acontecer comigo, rapidamente chegou mais dois numa camionete preta, em meia hora chega meu marido e eles já foram rendendo ele também, reviram toda nossa casa, pegaram a chave da camionete e dois tratores, levaram o trator e colocaram num caminhão e levaram embora. Foi horrível de cinco em cinco minutos eles enfiavam uma arma na minha boca, no meu ouvido, ameaçou me matar, o mesmo fazia com meu filho que chego após seu o pai dele, ambos foram rendidos e um operador de maquinas. Ainda esta semana iremos embora daqui para o sul. O meu irmão foi vítima de um ataque bem parecido, denunciou na Polícia e eles voltaram pegaram a mulher dele”, disse L. S. M de 59 anos.

 

Conversamos com muitos produtores em Sorriso, Lucas, Sinop e Tangará da Serra a maioria deles diz que, fatos como estes acontecem com frequência na região, quando denunciam na Polícia nada acontece. A Polícia não tem nenhuma estrutura para enfrentar essas quadrilhas especializadas. “Meu pai e minha mãe retornaram para Curitiba, por conta de um ataque destes, levaram 50 mil reais, camionetes, joias, fiquei sozinho aqui, todos os trabalhadores são proibidos dizerem que sou um dos donos da fazenda, todo tipo de acerto financeiro são feitos num Escritório de Cuiabá e São Paulo, já contratei uma empresa de investigação e segurança de São Paulo para localizar as origens desta organização. Se o governo não se preocupa com a segurança de quem produz as riquezas deste estado e que moram na área rural, eu preocupo comigo mesmo, mas não irei vender nossa fazenda. Temos vários fazendeiros donos de grandes fortunas que moram aqui em suas fazendas, quando não moram, mas, a maioria deles permanece a maior parte do tempo aqui disfarçado de peões, “o governo deveria colocar um helicóptero para fazer uma varredura, segurança área pelo menos nas grandes propriedades rurais, já tivemos empresários sequestrados aqui e levado para outro estado, se denunciarmos, ai sim, que ninguém terá paz, eles voltam, e retornam pra matar”, contou o agricultor paranaense que diz que sua fazendo possui oito seguranças profissionais.


O jornalista e tenente coronel Narciso da Silveira se dirigiu na manhã de hoje para o Nortão mato-grossense, onde permanecerá cerca de uma semana, nesta ocasião, ouvirá vários produtores vítimas deste tipo de ataques, segundo ele, o mesmo teve a um Congresso de Segurança Pública durante oito dias no sul do Brasil e na oportunidade aproveitou, também para seguir as pistas de uma organização criminosa que agem em Mato Grosso; ele prepara um documentário individual e caso obtenha êxitos entregará nas mãos das autoridades, do governador Pedro Taques, Ministério Público, Tribunal de Justiça, ao secretário de segurança pública e a comissão de Segurança e Justiça da Maçonaria para tomar sérias providências, tem gente fazendo descaso com o assunto.


Atendendo pedido de vários produtores temidos, o jornalista Narciso da Silveira lançará uma Campanha para sensibilizar o governador do Estado, Pedro Taques a adquirir algumas aeronaves para sê-la disponibilizadas no norte, sul e no leste mato-grossenses para fazer rondas nas grandes, médias e pequenas propriedades rurais, o assunto está ficando sério e muito pouco ou quase nada estão fazendo pela segurança pública para combater, inibir pelo menos estas organizações que vem agindo livremente no Mato Grosso e que tem como alvo empresários rurais que movimento muito dinheiro de origem da soja. 


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