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Justiça & Leis

29/12/2017 14:38

MPE denuncia empresário, médica e mais 2 por morte de prefeito

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o empresário Antônio Pereira Rodrigues Neto e sua esposa, a médica Yana Fois Coelho Alverenga, pelo assassinato do prefeito de Colniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá), Esvandir Antonio Mendes, de 61 anos.

Além deles, também foram denunciados Zenilton Xavier de Almeida e Welison Brito Silva, que seriam os executores do crime.

O prefeito foi assassinado com vários tiros na tarde do último dia 15 de dezembro, dentro de sua picape Toyota SW4 preta, na BR-174, próximo do perímetro urbano de Colniza. No carro ainda estavam a sua esposa, seu genro e o secretário de Finanças Admilson dos Santos, que ficou ferido.

Antonio, Zenilton e Welison foram presos um dia após o crime. Já Yana foi detida no último domingo (24). Junto com ela, a Polícia Civil ainda apreendeu um adolescente de 15 anos, irmão de Antônio, que também teria participado da trama, mas não foi denunciado por ser menor.

Os quatro acusados vão responder pelos crimes de homicídio qualificado - por motivo torpe, promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima -, homicídio tentando, corrupção de menores, entrega de veículo automotor a pessoa não habilitada e receptação de arma de fogo produto de furto.

Na denúncia, assinada pelos promotores Leandro Túrmina e Willian Oguido Ogama, o MPE aponta que Antônio e Yana “elucubraram” um plano criminoso para tirar a vida de Mendes por questões “pessoais e políticas”. A denúncia, porém, não detalha quais seriam estas questões.

Segundo a acusação, os dois contrataram Zenilton e Welison, pelo valor de R$ 5 mil cada, para executar o prefeito.

“A denunciada Yana e seu companheiro/denunciado Antonio promoveram, organizaram, cooperaram e dirigiram a atividade dos outros denunciados, já que Zenilton e eram conhecidos do casal e foram contratados para a execução da referida infração penal. Além disto, o adolescente J.V.O.P também atuou a mando em obediência às ordens daqueles”, diz trecho da denúncia.

Os promotores ressaltaram que a materialidade do crime consta no boletim de ocorrência, nos interrogatórios, nas provas testemunhais, nos laudos, bem como nos depoimentos dos policiais que atenderam a ocorrência.

"Por estas razões é que o Ministério Público requer seja recebida e autuada esta peça para que os denunciados sejam citados para responder à acusação, observando-se o rito previsto no artigo 406 e seguintes do Código de Processo Penal, visando que após o regular prosseguimento do feito – com a oitiva das testemunhas/informantes/vítimas abaixo arroladas – sejam pronunciados e levados a julgamento perante o Egrégio Tribunal do Júri, para que, então, sejam condenado pelas infrações penais acima descritas”, recomendaram.

Na denúncia, o MPE ainda pediu a manutenção da prisão preventiva de Antônio, Zenilton e Welison e a conversão da prisão temporária em preventiva de Yana.

O crime

Esvandir Mendes conduzia uma Toyota SW4, quando foi interceptado pelos criminosos, que estavam em um veículo SUV preto, a cerca de sete quilômetros da entrada de Colniza.

O veículo foi ao encontro da caminhonete do prefeito e vários disparos foram feitos contra ele, que ainda conseguiu dirigir, mas morreu no perímetro urbano da cidade.

Outros dois disparos feriram o secretário, sendo um na perna esquerda e outro nas costas. A esposa e o genro de Mendes saíram ilesos.

Antônio Pereira Rodrigues Neto, Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva foram presos, em uma estrada entre Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital, respectivamente), 12 horas após o fato.

Eles estavam em um Fiat Uno cinza, quando foram abordados por uma viatura da Polícia Civil.

Dentro do automóvel, foram apreendidos R$ 60 mil em dinheiro. O montante estava em pacotes do Banco do Brasil.

Durante as investigações, a Polícia descobriu a participação de Yana no crime.

Além da médica, um menor, irmão de Antônio, também foi apreendido.


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